
terça-feira, 17 de novembro de 2009
WebQuest: metodologia de pesquisa na web

segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Novas Tecnologias de Informação e Comunicação no Cotidiano Escolar

A integração das novas tecnologias ao cotidiano escolar propõe mudanças no fazer pedagógico, proporciona aos profissionais da educação uma reflexão sobre sua prática e possibilita diferentes formas de ação, que permite não só lidar com essa realidade como também construí-la. O professor necessita apropriar-se das tecnologias e introduzi-las ao seu planejamento diário, segundo FRÓES (In Lopes) para que isso ocorra é necessário:
O fundamental para que haja uma reestruturação da prática pedagógica é a concepção de que o professor mantenha uma postura reflexiva, que garanta a ele o papel de mediador, ou seja, que faça uma mediação pedagógica, possibilitando que os recursos e potencialidades das novas tecnologias não se percam em um ambiente sem contextualização.
Segundo Cotes e Monteiro o governo brasileiro iniciou um projeto que tem ambição de informatizar todas as escolas da rede pública, prometendo “acabar com a tão condenada exclusão digital”. Notadamente, as mudanças ocorridas com a incorporação de novas tecnologias estão causando impactos na sociedade contemporânea. A inclusão digital na escola é um efetivo instrumento de transformação social, é um parâmetro de aceitação na sociedade da informação.
Com o desenvolvimento tecnológico conquistado em nossos dias, principalmente em relação às inovações digitais, que ampliou a capacidade de coletar, armazenar, recuperar e atualizar as informações, otimizando a incorporação de novas práticas pedagógicas, aliado a um docente comprometido com um currículo relevante e significativo, sintonizado com as contribuições das pesquisas científicas, conseqüentemente é campo propício para a formação do indivíduo crítico e pesquisador. A concepção de que o conhecimento é construído através da interação da pessoa com a realidade social e valores culturais em que vive, revela a complexidade e a provisoriedade que caracterizam este processo.
O educador deve desempenhar uma nova função, a de ser o mediador e integrar ao processo de ensino-aprendizagem as novas tecnologias, procurando preparar-se para dominá-las.
BEHRENS, Marilda Aparecida. 1996b. O desafio da Universidade frente ao novo século. In autores variados. Educação, caminhos e perspectivas. Curitiba: Champagnat.
COTES, Paloma. MONTEIRO, Beatriz. A chance de vencer o atraso no ensino. Revista época. Editora Globo S.A, São Paulo, edição 461,p.100,março/2007.
LOPES. José Junio. A Introdução da Informática no Ambiente Escolar . Disponível em: http://www.clubedoprofessor.com.br/artigos/artigojunio.htm. Acesso em: 16/11/2009.
Endereço virtual de Oficina de Pesquisa na Internet
domingo, 15 de novembro de 2009
Ensino Virtual
Formação EAD - Professores E.E.E.M.Pres. Afonso Pena
Com a inclusão das TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação) ocorreram mudanças significativas em diversas áreas e com expansão na política da educação brasileira que tornou o processo ensino-aprendizagem interativo e colaborativo com o uso das mídias. Diante deste avanço temos a EAD que dispõe de ferramentas para que professores, tutores e alunos interajam no ambiente virtual. Exemplos de ferramentas utilizadas na EAD: Chat, Fórum de discussão, Avaliação on-line, Perfil, Wiki, Blogger, Bibliotecas virtuais, etc,.
A escola deve utilizar os recursos tecnológicos disponíveis para melhorar a qualidade de ensino e aprendizagem de todos os alunos, e desenvolver práticas pedagógias na qual todos sintam-se acolhidos e incluidos.
Neste sentido cabe a equipe gestora promover ações voltadas para a leitura, projetos e pesquisa, possibilitando espaço de formação e troca de experiência aos professores, funcionários, coordenação pedagógica e bibliotecários.
Uma escola includente oferece os recursos que existem na escola a todos os alunos, e busca promover estratégias para que os alunos recebam orientações desde o uso do dicionário à apropriação das TICs. (Clara Dias - Paraíso do Sul)
Obstáculos frente ao saber e o espaço virtual
A busca do conhecimento como uma corrida de obstáculo tem sido um desafio causado pelo desenvolvimento tecnológico e o seu uso na comunicação para a educação. A superação de distâncias físicas em função do tempo, o acesso aos núcleos do saber em função do poder econômico, o acesso à informação em função de posições privilegiadas e outras restrições, vêm sendo gradativamente superadas pelo ambiente criado com a disseminação da Tecnologia de Informação e Comunicação, que tem permitido o desenvolvimento de um outro ambiente em que os meios de acesso tornam-se cada vez mais presentes, ao alcance do usuário, construindo um novo método no processo educacional.
Quando as pessoas, atendendo ao apelo natural, buscam expandir seus conhecimentos para desenvolver suas potencialidades com o uso de ferramentas mecânicas expandem também sua capacidade de ação e produção de resultados com melhor desempenho. Com o desenvolvimento tecnológico, chegamos à era da informática, oferecendo um infinito de possibilidades para a expansão da presença humana, onde as pessoas se fazem presentes em tempo real na comunicação. Neste sentido, o indivíduo necessita cada vez mais desenvolver técnicas que posibilitem extrair de si a capacidade de produção dos meios de sustentação para si e para o seu grupo, num ambiente artificializado pela tecnbologia, que hoje chega à virtualidade e segue em frente, estendendo o espaço e incurtando distâncias. Para isso, é necessária atenção especial para a transformação no modo de ensinar, adequando e formando professores à pratica do ensino com o uso da tecnologia, a fim de adequar suas estruturas ao uso dessa tecnologia como meio pedagógico.
Pesquisa X Conhecimento
A busca pelo conhecimento é inerente à condição humana. Aprendemos tudo e sempre. Não sobrevivemos sem aprender. Entretanto, frente ao novo, os indivíduos reagem de diferentes formas. Num primeiro momento, a reação pode ser de medo frente ao desconhecido. Depois, dependendo de uma grande complexidade de variáveis, a reação pode ser de impotência/acomodação ou de busca de soluções para o desafio a ser enfrentado. É neste momento que a pesquisa escolar pode tomar uma dimensão relevante na construção do aprendizado. Suas características de dinamismo e abrangência, quase ilimitada, respeitam o ritmo individual de cada aluno.
Assim, define-se a atuação do professor, do bibliotecário e do aluno. O professor, para potencializar a proposta de pesquisa escolar, deve procurar desenvolver em si próprio algumas habilidades, das quais, talvez as mais importantes sejam:
* habilidade de formular questionamentos relevantes respeitando o nível ascendente de sofisticação dos conhecimentos do aluno;
* habilidade de auxiliar o aluno no processo de organização das informações;
* habilidade de conduzir o processo de forma flexível vivenciando-o também como aprendiz;
* habilidade de inferir positivamente no trabalho do aluno.
O bibiotecário interliga-se ao trabalho docente e discente como um elo condutor das informações auxiliando a selecionar fontes compatíveis, propiciando acesso às mesmas, assumindo uma postura de catalizador da aprendizagem. Porém, o grande arquiteto da sua aprendizagem é o próprio aluno, a qual não acontece de maneira solitária, mas na interação com os outros. A significação ou ressignificação dos conceitos de cada sujeito assume duas dimensões: a individual e a coletiva. A individual pois cada um tem seu próprio sistema de percepção da realidade e a coletiva porque é no coletivo que o aprender passa a fazer sentido.
Nos dizeres de Paulo Freire (Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p.160): "A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo de busca. E ensinar e aprender não podem dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."
De forma sucinta, nesta citação, encontra-se o âmago da pesquisa. E a escola, como espaço privilegiado de criação e socialização de saberes, encontra na pesquisa, quando bem aplicada e conduzida, a aliada ideal.
As fontes utilizadas na pesquisa podem abarcar uma gama diferenciada, variando de relatos orais ao uso de tecnologias no meio virtual, ou formas combinadas.
Importa ressaltar o cunho sistematizado e científico da técnica de pesquisa escolar para a qual o aluno deverá ser direcionado, paulatinamente, à medida que percorre o caminho da apropriação do conhecimento. Logo, ao assumir as posições de orientador/facilitador, professor e bibliotecário irão elucidando dúvidas, instigando a ampliação da pesquisa, propondo normas de apresentação da mesma, conscientizando sobre a metodologia a ser utilizada.
A pesquisa contempla, ainda, a realidade das necessidades educacionais especiais possibilitando que estes alunos tenham as mesmas oportunidades de aprendizagem dos demais e também tenham um retorno gratificante de seus investimentos na educação formal.
O professor, como proponente da atividade, deve ter claro as competências envolvidas na mesma, considerando, o nível em que o aluno se encontra nas mesmas: ler, pensar e escrever. Considere-se que, dificilmente, o professor poderá obter sucesso como orientador caso, ele próprio, não procure desenvolver, de forma contínua, estas competências. Em outras palavras, o professor necessita vivenciar situações onde atue como pesquisador, cultivando a paixão de aprender, de reaprender, de buscar com alegria e criticidade.